Jardineiros da corrupção
Foram dias e dias de batalha intensa. Muitos mortos do nosso lado mas também do inimigo. O pântano, antes deserto e dominado pela vida selvagem, se converteu em um cemitério a céu aberto. Corpos mutilados, seres humanos que levaram para o outro mundo suas expressões de absoluto terror ao lado de criaturas abomináveis, seres que se assemelham a morcegos gigantes, com dezenas de olhos na face. Dias e dias de batalha, muitos mortos, centenas de humanos. As criaturas não nós damos o trabalho de contar, sempre haveria mais. Uma nova horda de tempos em tempos, nos levando ao limite, dia após dia. Essa era a única certeza nessa floresta: O ataque viria. E assim vivemos por 3 ou 4 meses, amontoando nossos mortos e lutando para não ceder um centímetro sequer para essas abominações. Foi, então, com muito terror e paranoia que recebemos, no alvorecer de certo dia, uma calmaria, um cessar fogo. O vigia, do alto de seu mastro, pronto para soar o sinal de batalha não ...